ASSALTANTE

Polícia prende e recupera dinheiro

Fugitivo da penitenciária de Campo Grande-MS, ele é um dos que assaltaram o posto do Colégio São Gonçalo

ADILSON ROSA
Da Reportagem

A prisão do assaltante Renato Dias, 48, ontem de manhã, no bairro Areão, levou a polícia a desarticular uma quadrilha de fugitivos da Penitenciária de Segurança Máxima de Campo Grande-MS, que veio daquele estado para roubar em Cuiabá. Eles haviam planejado invadir três agências bancárias. Dias foi preso quando entrava na residência alugada pelo seu colega Marcos da Silva Ribeiro, o "João", 45, que conseguiu fugir ao cerco realizado por policiais da Delegacia de Roubos e Furtos (Derf) e da Divisão de Operações Especiais (DOE).

O assaltante, além de ser reconhecido no assalto ao posto de pagamento do Banco Santander, no Colégio São Gonçalo, em Cuiabá, acabou confessando o crime. A polícia recuperou cerca de R$ 4.800,00 dos R$ 18.000,00 roubados.

Com ele foram apreendidos cerca de R$ 1.700,00 em dinheiro, a maioria em notas pequenas. Dias e João, que usava documentos em nome de Celso Severino, são fugitivos de Campo Grande (MS) onde cumpriam pena por roubo a banco. Na residência de João a polícia apreendeu quatro armas, sendo dois revólveres - um 32 e um 38 - e duas pistolas - uma 380 e outra 7.65 - farta munição, além de R$ 3.100,00 em dinheiro - principalmente em moedas -, dois telefones celulares, duas algemas e diversas cédulas de identidades falsas.

"Ele (João) usava os documentos em compras ou quando precisasse se identificar, pois é um fugitivo da Justiça", explicou o delegado Antônio Carlos Garcia, que chefia as investigações. Segundo o delegado, os bandidos haviam planejado o assalto há dois meses. Eles estavam usando um Fiat Uno, verde, para fazer o levantamento da agência no Colégio e outras na capital.

A polícia descobriu que mais duas agências estavam na mira dos bandidos. "Os assaltantes tinham mapeado o horário de chegada e saída dos carros-fortes, além do dia de pagamento dos funcionários do colégio e dos funcionários da reforma do prédio", explicou Garcia. De acordo com o delegado, o pagamento dos trabalhadores da obra é feito em dinheiro vivo e nos finais de semana. "Os bandidos chegaram a entrar na agência para trocar uma nota de R$ 100 somente para descobrir como funciona", acrescentou.

O assalto aconteceu na última segunda-feira, por volta das 11h, quando três assaltantes renderam os funcionários. Os bandidos levaram cerca de R$ 18.000,00, sendo R$ 15.000,00 do posto de pagamento e R$ 3.000,00 da tesouraria da escola. Os assaltantes roubaram um Corsa que estava estacionado nas proximidades para fugir. O veículo foi abandonado cerca de uma hora depois, no bairro Dom Aquino.

Para a polícia, a prisão dos outros assaltantes é uma questão de tempo. "Estamos com várias equipes nas ruas e poderemos prenderam os bandidos a qualquer momento", disse o policial Edson Leite, chefe de operações da Derf.


Assaltos foram planejados

Da Reportagem

Os assaltantes Marcos da Silva Ribeiro, o João, 45, e Renato Dias, 48, fugiram há oito meses de Campo Grande. Eles ficaram quatro meses em Rondonópolis antes de fixar residência em Cuiabá. Por aqui, planejaram uma série de assaltos, principalmente a postos de pagamentos que, ao contrário das agências bancárias, não possuem portas giratórias com detetor de metais nem circuito interno de TV.

A polícia suspeita da participação da quadrilha nos assaltos às agências do Bradesco do Coxipó, Rubens de Mendonça e da Santa Casa de Misericórdia, ocorrida na semana passada. Para a polícia, a quantia de assaltantes que participam da quadrilha ainda é uma incógnita. "Por enquanto são três. Só com a prisão deles é que saberemos se há mais gente na retaguarda", explicou o delegado Antônio Carlos Garcia

De acordo com o delegado, os postos de pagamentos se tornaram vulnerárias e alvos fáceis dos bandidos, principalmente os chamados "pés-de-chinelos". Em menos de um mês, o posto de pagamento da Santa Casa de Misericórdia foi assaltado duas vezes.

Garcia revelou também que os bandidos estudam o sistema de pagamento realizado por algumas empresas cuja quitação dos salários são feitas semanalmente. "As rotinas são seguidas e já foram registrados muitos roubos na rua, antes dos funcionários depositar o dinheiro no banco" observou.


ÔNIBUS/ASSALTOS

"Curupira" e "Bigode" caem

Da Reportagem

Os assaltantes Carlos Ferreira, o Curupira, 20, e seu cúmplice Mário França, o Bigode, 22, foram presos sob acusação de assaltar na semana passada dois ônibus, sendo um no bairro Novo Horizonte e outro no Planalto. Os assaltos renderam cerca de R$ 280,00. Eles são suspeitos também de assaltar dois mercadinhos, um no bairro Sol Nascente e outro na Ponte de Ferro.

Com a dupla a polícia apreendeu um revólver 38 usado nos roubos. Curupira foi preso num barraco no grilo Altos da Glória. Bigode, horas depois no Jardim Novo Horizonte. Segundo o policial Edson Leite, chefe de operações da Delegacia de Roubos e Furtos de Cuiabá, os dois agiam na região dos bairros Planalto, CPA e Novo Horizonte. O chefe de operações informou também que os dois são suspeitos de praticar um "assalto relâmpago". Eles teriam rendido um comerciante do bairro Altos da Glória, levando a vítima num Fiat Tempra até um caixa eletrônico e obrigado a sacar dinheiro.

"Pelas características dos assaltantes pode ser essa dupla que praticou. Estamos localizando o comerciante para fazer o reconhecimento", explicou. Edson Leite acrescentou que a Derf investiga também mais três quadrilhas responsáveis pelos assaltos a mercadinhos e também a coletivos, principalmente nos bairro periféricos. "Em breve, vamos tirar todos esses bandidos de circulação", garantiu.


CÁCERES

Casal de namorados é executado na madrugada

CLARICE NAVARRO DIÓRIO
Da Sucursal de Cáceres

Um casal de namorados foi assassinado a tiros na madrugada de ontem em Cáceres. O crime aconteceu no bairro Jardim Padre Paulo, na rua das Magnólias, em frente a casa de uma das vítimas. Willian Rubens da Silva Nunes e Cristiane Ferreira Arruda, ambos com 18 anos, foram mortos com tiros na cabeça, e os corpos foram encontrados, pela manhã, quando os moradores da rua saiam para trabalhar.

William, filho de um funcionário da Unidade Regional do Incra em Cáceres, trabalhava em uma loja de informática, enquanto Cristiane trabalhava como doméstica e estudava no período noturno em um curso supletivo. Na noite de segunda-feira, William pegou a namorada no colégio e iria levá-la até sua casa, no bairro Cohab Nova, ao lado do Jardim Padre Paulo.

Sem testemunhas, a polícia civil está atrás de pistas que levem ao assassino, ou assassinos. O que se sabe até agora é que William foi baleado duas vezes na cabeça, e sua namorada morreu com um tiro, provavelmente disparado da mesma arma, um revólver calibre 38.

Segundo o delegado Siderlei Nascimento, é prematuro fazer qualquer afirmação. O que se sabe, através de informações extra-oficiais, é que William teve uma briga com outros jovens há alguns dias atrás e foi ameaçado de morte.

"Não sabemos se o casal foi executado por uma "gangue" de delinqüentes ou por uma só pessoa. Estamos investigando para descobrir o assassino" - afirmou o delegado.

O velório dos dois jovens foi realizado na casa dos pais de William, a poucos metros do local da tragédia. Em meio ao desespero, os familiares do casal pediam por justiça.


ESTELIONATO

Vendedora é vítima do golpe do bilhete premiado

Da Reportagem

A vendedora L.R, 42 anos, foi vítima do golpe do bilhete premiado aplicado por dois desconhecidos que ofereceram um bilhete da Loteria Federal em troca de R$ 3.700,00. Os falsários alegaram não poder receber o prêmio e "fariam qualquer negócio". A vendedora, então, com o bilhete premiado foi a uma lotérica e descobriu que estava adulterado. O fato aconteceu na última segunda-feira, por volta das 15h30, quando a vendedora caminhava próximo do Colégio Nilo Póvoas, no bairro Bandeirantes.

Ao ser abordada pelos desconhecidos, eles argumentaram que ela estaria fazendo um bom negócio. Depois de um longo papo, L.R. acabou convencida e se dispôs a "ajudá-los". Ao descobrir que havia caído num golpe, a vendedora acionou a Polícia Militar e registrou um boletim de ocorrência. A vítima não revelou o valor do bilhete premiado, mas a polícia acredita que seja cinco vezes mais.

Para o policial João Santana, chefe de operações da Delegacia de Estelionato, as pessoas tem que deixar de conversar com estranhos e recusar qualquer tipo de proposta envolvendo bilhetes, cheques, além de não passar bolsas e documentos para desconhecidos.

"As pessoas caem nesses golpes por causa da usura e ganância. São golpes tão antigos como andar para frente", observou. Santana acrescentou que não registra uma ocorrência desse tipo de crime há vários meses.


CONDENADO

Sentenciado é recapturado

Da Reportagem

O sentenciado Sebastião Martins da Conceição, 35, o Nico, foi recapturado, ontem, no Jardim Vitória por policiais da Delegacia Regional de Cuiabá. Condenado a 18 de prisão por homicídio pela Comarca de Arenápolis, ele estava em liberdade condicional quando fugiu no mês passado para a Capital. Nesse período, ele foi acusado de tentativa de homicídio contra Enoque Inácio da Silva, ocorrido na região de Arenápolis. O sentenciado, então, desapareceu da cidade.

Nico morava no Jardim Vitória e estava trabalhando na construção de um prédio no centro de Cuiabá quando os policiais foram informados sobre sua situação com a Justiça.

No sábado, os policiais foram até a obra, mas não o encontraram. "Ele foi preso em sua residência e achou que nunca seria localizado", comentou o policial civil Joel de Souza, chefe de operações da Delegacia Regional de Cuiabá.


DANIELLI/CRIME

Civil à caça de adolescente

Da Reportagem

A polícia tenta localizar a adolescente D.M.B.R., a Danielli, 16 anos, acusada de executar com dois tiros de revólver a jovem Dulcinéia Ramos da Silva, 21, e balear no abdome o estudante Cleiton Fabiano Conrado da Silva, 16. O crime aconteceu no último domingo, por volta das 22h, no bairro Tijucal.

Uma equipe de policiais da Delegacia Regional de Cuiabá esteve na residência da adolescente, no bairro Osmar Cabral, e foi informada de que Danielli havia fugido. A adolescente esteve na casa dos pais, na segunda-feira de manhã, onde pegou uma mala com roupas e desapareceu. Os pais, por sua vez, não souberam informar o paradeiro da jovem.

"Eu e minha esposa não estávamos em casa quando minha filha apareceu por aqui", disse aos policiais o pai de Danielli, Ednaldo Silva. Vizinhos disseram que ela pode estar escondida no Coxipó. O revólver 38 usado no crime teria sido deixado com um rapaz de 21 anos, morador no Tijucal. "Estamos investigando essa informação", explicou o chefe de operações Joel de Souza. Danielli deverá ficar presa entre três meses a três anos. Por ser menor, ela é considerada ininputável (não responde por seus próprios atos).

GRAVE

Cleiton Fabiano continua internado em estado grave na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto Socorro Municipal de Cuiabá (PSMC). O tiro no abdome atingiu o rim. Familiares acreditam que, em breve, ele poderá receber alta.

O homicídio seguido de tentativa aconteceu na praça do Popeye, no bairro Tijucal, em Cuiabá onde havia um Ponto de Encontro. Vizinhos da jovem acreditam que o motivo do crime seria um acerto de contas. O ex-marido de Dulcinéia teve um caso com a adolescente. Quando sobe que a jovem poderia estar com ciúmes, resolveu se vingar, indo armada para a festa.


BARRA DO GARÇAS

PM prende mais um assaltante

FRANCIS AMORIM
Da Sucursal de Barra do Garças

O assaltante Odir Agenor da Silva, 19, apontado como o quinto integrante da quadrilha que assassinou o empresário Ailton Rabaiolli durante tentativa de assalto no Supermercado Kastelão, no sábado, em Barra do Garças, também foi preso pela Polícia. Ele era o único que estava foragido e foi detido às margens do rio Garças, quando se preparava para fugir.

Odir era um dos chefes da gangue que veio de Cuiabá (dois são de Barra do Garças) para assaltar na região durante da temporada de praia. Segundo os quatro adolescentes presos, Odir foi quem chefiou o assalto. Quando foi preso, o assaltante confessou a participação no assassinato. Ele garantiu que não pretendia matar o empresário, mas apenas levar o dinheiro. Dizendo-se arrependido, Odir informou que o assalto foi planejado para arrecadar dinheiro para comprar comida. "Estávamos passando fome e como ninguém deu emprego, resolvemos roubar", justificou-se.