| CHIQUITITAS
Allan César Dias um
chiquitito apaixonado por literatura
Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo
Aos 11 anos de idade, Allan César Dias ganha destaque
como ator em sua primeira novela. Ao entrar para a
terceira fase de "Chiquititas", em agosto pelo
SBT, como Neco, ele chamou a atenção pela boa
interpretação e seu lado cômico. Irreverente, costuma
divertir a turma nos bastidores da Telefe, em Buenos
Aires, onde é gravada a história dos órfãos do Lar
Raio de Luz.
Mas na hora de interpretar o personagem, o garoto leva
a sério o trabalho. Seu personagem é um menino
briguento, comilão, e que odeia tomar banho. "Além
de tudo ele é burro", completa o ator. Um amor vai
mexer com o coraçãozinho de Neco. E, ninguém menos
complicada que Lúcia (Marian Beluzzo), a neta da malvada
Helena (Imara Reis), que vive escondida pela avó num
quarto e será descoberta por Neco. "Vai ser mais
amizade que namoro, já que ele vai ajudar muito a
Lúcia, pois ela é cega. Meu personagem vai ensiná-la a
andar e falar. Com meu carinho ela vai se desenvolver e
com o tempo mostrará que sabe desenhar e tocar gaita,
fazendo coisas inusitadas", conta Allan.
Allan já fez alguns comerciais de TV e também
apresentou o quadro "As Crianças Curiosas", no
programa do Raul Gil, em 1996, no qual entrevistou
Claudinho e Bochecha, Alexandre Frota, Marcelinho Carioca
e Beto Carrero. Hoje, ele diz que seu objetivo é
investir na carreira de ator e sonha em ser um grande
humorista, fazendo mais planos para o futuro.
"Também, quero fazer faculdade e seguir outra
carreira paralela, já que o trabalho do artista é
inconstante. Pretendo abrir um negócio, mas não sei o
quê ainda", diz bem- humorado.
Outra coisa que chama atenção no ator mirim é seu
gosto por literatura, em especial pela vida de
personalidades marcantes na história mundial. Ele
conhece tudo sobre Che Guevara e atualmente está lendo a
biografia de Martin Luther King. Quando está muito
cansado, a mãe Maria José se encarrega de fazer a
leitura para ele. A herança vem do avô materno, o
jornalista José Teodoro Pereira, que trabalhou 20 anos
no Jornal O Estado de S.Paulo.
"Desde criança tenho paixão pela leitura",
diz, como se já fosse um adulto.
Na lista de pessoas que admira, Allan destaca o líder
sindical Vicentinho e o político petista Lula. Seus
ídolos são: Tom Cavalcante e Cacá Carvalho, que
interpreta Jamanta em "Torre de Babel", além
de Nelson Freitas e Gésio Amadeu, respectivamente o Dr.
Fernando e o velho Chico, de "Chiquititas".
programação
Emissoras
fazem a festa no Dia das Crianças
Emissoras querem deixar a criançada de
bumbum colado no sofá
Fabiane Bernardi
Da Agência Estado
Nesta segunda-feira, 12 de outubro, Dia da Criança,
as emissoras de televisão querem deixar a criançada de
bumbum colado no sofá, graças à programação especial
dedicada aos pequenos telespectadores. Um dos destaques
é a estréia da apresentadora Eliana (ex-SBT) na Record.
Seu novo programa "Eliana & Alegria" vai ao
ar às 8 horas, trazendo antigos e novos personagens, que
ajudarão Eliana a comandar vários quadros,
brincadeiras, além de trazer desenhos inéditos e muitas
surpresas. Na Rede Globo, a atração, da 13ª edição
do "Criança Esperança", ontem, às 20h30.
Entre os convidados as duplas sertanejas Zezé di Camargo
e Luciano, Chitãozinho e Xororó, grupo Molejo, Roberto
Carlos, e Xuxa, em sua primeira apresentação depois do
parto de Sasha. A Rede Cultura também começa a festa
cedo, às 8h30, com a "Turma da Cultura"
relembrando sua carreira e respondendo às perguntas do
público. Luciano Amaral e Cinthya Rachel falam sobre os
primeiros comerciais que participaram e mostram cenas dos
programas em que estiveram, como "Mundo da
Lua", "Castelo Rá Tim Bum" e "O
Professor". Às 10h30, o programa recebe os músicos
Paulo Tatit e Sandra Peres, especializados em músicas
infantis. Eles apresentam, ao vivo, canções do novo CD,
"Cantigas de Roda". Mas é às 14h30 que está
marcado o encontro dos apresentadores do "X-
Tudo" com as galinhas e o cavalo Alípio do
"Cocoricó". Ao vivo, do estúdio da
"Turma da Cultura" eles prometem fazer muita
festa no Dia das Crianças, recebendo também o músico
Hélio Ziskind, que tocará canções que fizeram parte
de vários programas da TV Cultura. A programação
inclui também os seriados favoritos da garotada, como
"Castelo Rá Tim Bum", "A Família
Twist" e "Wishbone", além das estréias
das produções inglesas "Selva dos Montes"
(série de animação com bonecos em que as histórias
acontecem durante as quatro estações do ano) e o
desenho animado "O Melhor de Richard Scarry",
baseado na obra do escritor Richard Scarry. E para quem
disse que criança não sabe falar sério, a "Turma
da Cultura" prova o contrário e encerra seu
programa, às 18 horas, com um especial sobre o problema
do trabalho infantil. Entre os convidados para o debate
está Caio Magri, da Fundação Abrinq. Ainda na Cultura,
um documentário sobre o grande escritor Monteiro Lobato,
que imortalizou tantos personagens e histórias em
milhares de crianças. Às 19h30, a emissora faz uma
homenagem ao público jovem e exibe "Monteiro
Lobato: Furacão na Botocúndia". A obra foi
produzida pela Videoimagem e é resultado do
"Projeto Memória" uma iniciativa da Fundação
Banco do Brasil e da Odebrecht, que a cada ano celebra
uma personagem da cultura brasileira ou um fato marcante
da história do País. O vídeo tem direção de Roberto
Elisabetsky e roteiro de José Roberto Torero.
TV PAGA
Os canais de tv a cabo também não ficaram fora da
festa do Dia das Crianças. O Futura estréia a série
"As Trigêmeas" (às 6, 9 e 13 horas), um
divertido desenho animado que mostra as aventuras de
três garotinhas que sempre vão parar dentro de um conto
infantil. Já o Cartoon Network, especializado em
desenhos, destaca as novas aventuras de "O
Laboratório de Dexter", às 20 horas, e
"Johnny Bravo", às 21 horas. O Discovery Kids
apresenta, a partir das 9 horas, 24 episódios da série
"Arte Mania", sendo 20 deles inéditos. Com
eles, as crianças podem aprender a fazer trabalhos
manuais, como pintura, desenho, dobradura e colagem. O
MGM Gold Brasil estréia três programas infantis:
"Barney e Seus Amigos", "Os Ursos
Berenstain", e "A Pantera Cor-de-Rosa".
Já a Fox Kids apostou nas "Histórias de
Arrepiar", que serão exibidas pelo canal até o
final deste mês. Para quem gosta de um filme, a HBO traz
o sucesso "Space Jam - O Jogo do Século", às
14h30, com Michael Jordan, o astro do basquete americano.
Na história, alienígenas chegam à Terra querendo levar
a Turma do Pernalonga para seu planeta, que propõe um
jogo de basquete para decidir a questão. O que eles não
contavam, é com o time dos extraterrestres formados
pelos melhores jogadores da NBA. A única pessoa que pode
tirar os divertidos personagens dessa enrascada é o
craque Michael Jordan. Mas se a preferência for um
musical infantil, a dica é se ligar à Directv e
assistir ao show da dupla Sandy & Júnior, às 16
horas. Com apenas 14 e 13 anos de idade, respectivamente,
os irmãos Sandy e Júnior já somam mais de 650 mil
cópias vendidas, de seus sete álbuns da carreira. O
último, "Sonho Azul", marca uma nova fase da
dupla, mostrando mais maturidade nos arranjos vocais,
estilo, e maior participação dos dois na escolha do
repertório e produção artística. Com a direção dos
pais Noeli Lima e Xororó (parceiro de Chitãozinho), o
show conta com a participação de um balé infantil e
diversos músicos. Entre os sucessos estão "O Pica
Pau", "Vai Ter Que Rebolar", "O
Universo Precisa de Vocês/Power Rangers", além das
músicas do novo álbum, como "Beijo É Bom" e
"Little Cowboy". (colaborou Vera Moraes, da
Agência Estado).
PERSONAGEM
Glória Portella fica viúva pela
segunda vez
Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo
Depois de ter ficado viúva em
"Chiquititas", pelo SBT, Glória Portella
interpreta outra viúva em "Brida", desta vez,
com tom sensual e humorístico. Sua personagem, Helena,
entra na trama da TV Manchete nesta segunda-feira, dia 12
de outubro. "Ela será uma viúva engraçada e um
pouco recatada. Tem um "fogo" interno muito
grande, mas não assume isso. Se sente atraída, mas não
dá vazão a essa sensualidade. O perfil é de uma viúva
gostosona com uma sensualidade sutil, pendendo mais para
o lado cômico", conta a atriz.
Helena é jovem e acaba de perder o marido.
Desesperada, ela procura o mestre Edi (Victor Wagner)
para uma consulta de tarô. Passa então, a freqüentar a
"casa da felicidade", mas resistirá às
cantadas do mestre e não irá para cama com ele. Essa
foi uma das exigências da atriz quando convidada pelo
diretor Walter Avacini a participar da novela. "Não
acho legal fazer cenas apelativas, conduzindo uma nudez
de graça, sem estar de acordo com o personagem",
explica.
Edi vai aconselhar Helena para que ela se entregue a
outro homem, livrando-se da assombração do antigo
marido. Será a maneira do mestre tê-la, já que
conquistou todas as mulheres que se consultaram com ele.
"O interessante é essa diferença da Helena não se
entregar. Fica mais engraçado ela não ir para cama com
o Edi. Quando ele começa a tirar a roupa, ela fica
histérica. Há um certo conflito nessa viúva
recatada", conta a atriz.
DE ATRIZ A ROTEIRISTA
A passagem da atriz na novela é
"relâmpago", pois seu contrato é de um mês e
meio. Talvez o papel até cresça, mas se isso não
ocorrer, Glória não vai achar ruim, pois quer tempo
para sua nova carreira de roteirista. "Estou
escrevendo um projeto de um roteiro para fora do
Brasil", revela a atriz que ama cinema. Ela prefere
guardar segredos quanto ao novo longa-metragem, no qual
atuará como assistente de direção. Glória só adianta
que o filme é de um grande produtor e roteirista
italiano, que já escreveu 70 roteiros de sucesso na
Europa, onde produziu 50 filmes.
Por interpretar sua segunda viúva, seqüencialmente
em novelas, a atriz diz que nem de longe tem medo de
tornar-se um estereótipo. Em "Chiquititas", no
SBT, ela viveu a sofisticada Cláudia Ferashi, que ficou
viúva quando perdeu o marido Alfredo Ferashi (Dino
Moreno) num acidente. A personagem mudou de país, e saiu
da história. Desta vez, Glória não sabe qual será o
rumo que Helena tomará.
Conhecida como a garota Mappin, empresa para a qual
fez várias propagandas, Glória tem algumas novelas em
seu currículo. Participou de "Quatro por
Quatro", "Vira-Lata" e do episódio
"O Desfalque", de "Você Decide", na
Rede Globo; além de "Xica da Silva", na
Manchete e "Idade da Loba", na Bandeirantes.
Antes dessa carioca de 28 anos subir aos palcos e
aparecer no vídeo, ela tentou o curso de Psicologia na
Faculdade de Artes da Cidade, com Bia Lessa, no Rio de
Janeiro, e parou no segundo ano. Completou seus estudos
de dramaturgia na "Lee Strasberg", em Nova
York, em 1996, a mesma escola onde Marylin Monroe
estudou. Por lá, atuou na peça "Sace
Dividet", durante três meses. "Foi uma
experiência maravilhosa", lembra. A atriz fez ainda
vários cursos, entre eles, de vídeo, câmera e cinema.
Sua primeira peça no Brasil foi "Sosuassuma",
onde viveu papéis duplos. No cinema, teve pequena
participação no filme "Farol".
PERFIL
Maria Paula e seus dedos de ouro
Sílvia Herrera
Da Agência Estado
Nem só de "Casseta & Planeta" vive
Maria Paula, a única representante feminina na turma
mais irreverente da televisão também investe numa
clínica de massoterapia corporal no Rio, com ênfase nas
técnicas chinesas. "Antes de abrir a Tao Academia
de Saúde, estudei durante um ano no Instituto de
Acupuntura do Rio de Janeiro", frisa Maria Paula,
que três vezes por semana alivia as tensões de seus
clientes com seus dedos de ouro.
Segundo ela, não rola nenhum tipo de tietagem.
"A razão pela qual as pessoas vão lá e também o
próprio local inibem qualquer iniciativa neste
sentido", comenta. A atriz tem mais três sócias
que se revezam nas massagens. "São para todo o tipo
de problema, como também para prevenção,
anti-estresse, e para doenças específicas até de
órgãos internos", explica animada. "Bussunda
já experimentou a massagem anti-estresse e gostou
muito", argumenta.
Este interesse de Maria Paula em fazer o bem às
pessoas não é novo. "Sempre gostei de cuidar das
pessoas. No passado estudei psicologia e até trabalhei
um pouco como terapeuta. Depois comecei a estudar
medicina chinesa, que na minha opinião é muito mais
avançada e natural do que a alopatia", comenta.
Para ela, a melhor recompensava para quem presta este
tipo de serviço é receber um sorriso do paciente no
término da sessão. "É muito legal. O retorno é
imediato, o semblante da pessoa melhora muito depois que
a dor passa e ela se sente relaxada", salienta. A
atriz e terapeuta corporal aproveita para deixar o fone
da Tao Academia da Saúde (021) 549.21771.
Mas os fãs de Maria Paula podem ficar tranqüilos,
ela não pensa em hipótese nenhuma abandonar a turma de
"Casseta & Planeta". "Fazer o
"Casseta" é maravilhoso. É um programa com
humor inteligente, político. Falamos de novelas, quem é
notícia. Temos a oportunidade de se meter em tudo",
frisa. Maria Paula não interfere nos textos do programa,
mas começa a se divertir assim que o script chega.
"Fico lendo e rindo muito imaginando as cenas, é
bárbaro. É muito legal também poder interpretar
personalidades. Houve uma vez que fiz a Engroçadinha,
uma paródia da personagem Engraçadinha vivida por
Cláudia Raia. Para minha surpresa, no dia seguinte a
Cláudia ligou para elogiar meu trabalho", lembra.
A atriz paulista não sente saudades dos tempos de VJ
na MTV, onde começou sua carreira no final dos anos 80.
"Trabalhar na Casseta é tão bom que não dá para
sentir saudades de nenhum outro trabalho", dispara.
Depois de sua experiência como VJ, teve uma rápida
carreira de modelo e logo a Rede Globo a contratou.
Apresentou o extinto "Radical Chic" e depois
já foi seqüestrada para a turma do "Casseta e
Planeta", onde está há quatro anos. Atualmente,
além da clínica e da TV, Maria Paula pode ser vista no
teatro. Está no elenco da nova peça de Hamilton Vaz
Pereira, "Omelete", na qual se apresenta de
quarta a domingo no teatro Laura Alvim, em Ipanema.
NOVELA/FIM
Surpresas no final de
"Fascinação"
Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo
A novela "Fascinação", do SBT, acaba no
final deste mês, com muitas surpresas. O autor Walcyr
Carrasco deu alguns destinos inesperados aos seus
personagens. Para uma novela programada às pressas para
ir ao ar, até que a média de 16 pontos no Ibope,
alcançados nas últimas semanas é considerada um bom
resultado. A trama também marcou uma inovação no
gênero: o elenco foi praticamente formado por atores
desconhecidos.
Carrasco tem uma explicação para o êxito.
"Fascinação faz sucesso porque tem uma história
forte e coerente, dentro daquilo que se propôs ser.
Tivemos a sorte de acertar no elenco, muito adequado para
os papéis". Jacques Lagoa, que dividiu a direção
com Henrique Martins, tem a mesma opinião: "Fica
provado que não precisamos de grandes estrelas. Basta o
elenco ter talento e ser bem dirigido".
O sofrimento da menina pobre Ana Clara (Regiane Alves)
que se apaixonou pelo garoto rico, Carlos Eduardo (Marcos
Damigo), terá um final feliz. Eles se reconciliarão e
acabarão juntos, depois de tantas injustiças. Segundo
Carrasco, Clara encontrará o filho e haverá um processo
para saber com qual família a criança ficará.
A grande surpresa promete ser o casamento de Querobina
(Lia de Aguiar). "Eu quis escrever esta cena porque
as pessoas têm o direito de sonhar, mesmo na terceira
idade. Querobina casará com um personagem que ainda vai
surgir dentro da novela", promete Carrasco. Para
ele, autor de sucessos como a peça "Êxtase" e
"Xica da Silva", da TV Manchete, escrever uma
novela de época como "Fascinação" foi um
grande prazer. "Tive total liberdade para escrever.
O SBT deixou que eu fizesse o que eu queria e, por isso
deu tão certo", comemora.
O contrato do autor com a emissora só acaba em 1999.
Portanto, ele deve produzir "Segredo", que foi
adiada com a promessa de estrear "Pérola
Negra" no lugar. Carrasco deu um tempo no texto e
confessa estar tranqüilo, pois prefere fazê-lo com mais
calma. "É bom esperar um pouco mais para amadurecer
a história. Seria exaustivo escrever uma novela atrás
da outra. Acho que estrear "Pérola Negra" é
uma opção lógica", diz.
"Segredo" contará a história de um
contrato de casamento, que a princípio é apenas por
interesse financeiro, sem contar que o playboy passa a
amar sua companheira. Enquanto espera as ordens de
Sílvio Santos para dar continuidade à nova novela, o
jornalista prepara seu livro sobre drogas entre os
adolescentes, "Vida de Droga", que será
lançado ainda este ano pela Editora Ática.
AFASTAMENTO
Quem não gostou da extinção do departamento de
teledramaturgia do SBT foi Jacques Lagoa, que ainda
dirige todos os episódios do Teleteatro, que vão ar,
às terças-feiras. "Acho uma lástima o Sílvio
Santos encurtar a novela e acabar com o departamento,
principalmente agora que os índices subiram, inclusive
no Teleteatro, que está dando 14 e 15 pontos. É um
absurdo", desabafa.
O diretor e ex-ator está negociando sua mudança para
outra emissora, que por enquanto prefere não revelar.
Henrique Martins, seu parceiro em
"Fascinação", já se mudou para a
Bandeirantes, e está na equipe de Nilton Travesso.
SERRAS AZUIS
Casamento desafia a maldição do
Barão de Serras Azuis
Da Agência Estado
O amor desafiou a antiga maldição em "Serras
Azuis", às 17h45, pela Bandeirantes. Sob a
direção de Nilton Travesso, ocorre na nesta
segunda-feria, dia 12, o tão esperado, e porque não
indesejado, casamento que unirá as famílias Roldão e
Paiva, por meio de Lígia (Adriana Londoño) e Gaius
(Petrônio Gontijo). Nem mesmo a maldição lançada pelo
Barão de Serras Azuis sobre aqueles que tentassem unir
as duas famílias foi suficiente para separar os dois
jovens. Quando era chefe supremo da cidade, o Barão
tentou consolidar o poder das duas famílias pela união
de seus descendentes, mas um mal entendido provocou uma
grande tragédia que mudou para sempre a vida da pequena
cidade de Serras Azuis. A família Roldão, acreditou que
a emboscada armada para cima de um de seus filhos, que
morreu com um tiro no peito, foi planejada pelos Paiva.
Cheios de ódios, os Roldão invadiram a casa dos Paiva a
fim de matar todos que encontrassem pela frente.
Defendendo-se do ataque, os Paiva partiram para cima dos
Roldão, promovendo uma matança generalizada. Os únicos
sobreviventes do conflito foram, de um lado, a pequena
Lígia das Graças, de três anos, e seu pai, Ignácio
(Leonardo Villar); e do outro, Gaius Gutemberg Roldão, e
sua tia Simíramis (Joana Fomm). Antes de morrer, o
Barão de Serras Azuis, ainda agonizando, murmurou o que
muitos entenderam como uma maldição: "O sangue dos
Roldão e Paiva não pode ser misturado...senão
jorra!" E por causa do passado, Lígia e Gaius foram
criados longe um outro, a fim de que o ódio das
famílias não renascesse. Mas de nada adiantou estudos
no exterior ou viagens prolongadas, pois quando os dois
se reencontraram, vinte anos depois, a paixão deu lugar
ao ódio. Cientes de que teriam que enfrentar muitas
armações na tentativa de separá-los, finalmente eles
sobem ao altar. Lígia entra sozinha na igreja, e chora
ao ver apenas os padrinhos ao lado de Gaius no altar. Mas
o que ela não sabe, é que seu pai Ignácio está
escondido na igreja, e assisti a tudo muito emocionado.
Depois que Lígia e Gaius trocam as alianças, os amigos
Rose (Cláudia Provedel), Efigênio (Rubens Caribé),
Branca Bela (Mariana Lima), Gross (Gianfrancesco
Guarnieri), Faria (John Hebert), Walter (Eriberto Leão)
e Queiróz (Cláudio Mamberti) comemoram e brindam o
casamento. Sem que ninguém perceba, o casal sai de
fininho da festa, e partem juntos para uma cabana
afastada da cidade, local escolhido para a lua-de-mel.
Entre beijos e abraços, bilhetes e declarações de
amor, Lígia e Gaius provam que o amor pode apagar o
sangue derramado por suas famílias no passado.
NOVELA
Eri Johnson vive um malandro brasileiro
em "Pecado Capital"
Ele é um "Bon Vivant", e vive
cercado de mulheres bonitas, quase sempre conseguidas às
custas das muitas mentiras que conta
Bebel Nepomuceno
Da Agência Estado - Rio
O ator Eri Johnson está de volta à TV com um tipo
faceiro que tem tudo para fazer sucesso. Na nova novela
das 17 horas da TV Globo, "Pecado Capital", que
estreou na última segunda-feira, ele é Clóvis
Tenório, o "Tenorinho", um suburbano
envergonhado de sua origem, que usa lentes de contatos
azuis e troca o nome para Marcelo quando está entre seus
amigos da Zona Sul. O personagem, que não existia na
primeira versão de Janete Clair, foi um dos novos tipos
criados pela escritora Glória Perez, que assina este
remake. Com Tenorinho não tem aperto. Ele sempre
descobre uma saída mirabolante para as diversas
situações em que se mete. "Bon Vivant", vive
cercado de mulheres bonitas, quase sempre conseguidas às
custas das muitas mentiras que conta.
Em seus pouco mais de dez anos de carreira, Eri
Johnson acumula uma série de personagens que variam do
exótico, como o gótico Reginaldo da novela "De
Corpo e Alma", ao espertalhão Giácomo Madureira de
"Sonho Meu", todos com muita empatia junto ao
público. Carioca da Tijuca, salgueirense de coração e
vascaíno doente, ele, assim como "Tenorinho"
é um amante de futevôlei e de praia, e está sempre de
bem com a vida. Eri diz que se identifica com Tenorinho
e, que por isso, teve cuidado redobrado ao compor o tipo,
evitando emprestar a ele muito de sua personalidade.
Enquanto aguarda "Tenorinho" emplacar no
vídeo, o ator se prepara para voltar aos palcos do
teatro com a comédia "Silêncio no Estúdio".
AE - Seus personagens costumam ter grande empatia com
o público. Você está apostando em
"Tenorinho"?
Eri Johnson - Eu estou com uma expectativa enorme em
relação ao personagem. Ele é um tipo fascinante e
acredito que vá se tornar um sucesso. Aposto tudo nele.
AE - O personagem não existia na versão original de
"Pecado Capital". Você chegou a ver a novela
naquela época?
Eri - Não, não vi. Estou com 36 anos, portanto, em
1975, quando a novela foi exibida, eu tinha 13 anos.
Naquela época não era ligado em televisão e muito
menos em novelas.
AE - O "Tenorinho" pode ser definido como o
típico malandro carioca?
Eri - Não, ele é muito mais do que isso. Ele é o
típico malandro brasileiro, aquele do famoso jeitinho,
que sempre se dá bem, independentemente das situações
em que se envolve. Eu diria, na verdade, que ele é um
ingênuo, que tenta se dar bem em troca de muito pouco.
AE - Como o personagem, você é um amante do
futevôlei e de praia. Até onde vai sua identificação
com "Tenorinho"?
Eri - Ele, assim como eu, é alegre, de bem com a
vida, gosta de farra. Por outro lado, tem vergonha de
suas origens suburbanas e vive de uma mentira, o que eu
jamais faria. Ele telefona do orelhão para os seus
amigos da Zona Sul, mas não assume essa condição.
Quando há muito ruído, prefere dizer que está havendo
interferência em seu celular. Se a fila do telefone
está grande, alega que a bateria está descarregando...
Existem inúmeras pessoas como ele no mundo, que acabam
acreditando na mentira que criaram e a levam a sério,
como se fosse a realidade. Apesar de tudo, ele é um
personagem cativante. Sinto isso pela reação do
público quando gravamos externas.
AE - Este não é o primeiro personagem do tipo
malandro que você interpreta. Foi difícil compo-lo?
Eri - Ele é um pouco parecido comigo e por isso foi
mais difícil trabalhar o personagem. Nesses casos
tende-se a ficar mais detalhista. Teria sido muito fácil
fazer o Eri Johnson jogador de praia, alegre, mas o
Tenorinho é mais do que isso. Estou sempre tendo um
cuidado redobrado para não emprestar ao personagem mais
da minha personalidade do que devo. O
"Tenorinho" é um ingênuo, bem diferente do
Giácomo Madureira de "Sonho Meu", que era um
cara extremamente inteligente e oportunista, e sabia bem
o que queria.
AE - Fora da TV você tem algum outro trabalho em
vista?
Eri - Desde a peça "Aluga-se um Namorado"
estou afastado do teatro. Agora me preparo para voltar
aos palcos com a comédia "Silêncio no
Estúdio". E tudo o que posso adiantar dela é que
ficará em cartaz no Teatro Vanucci.
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