CHIQUITITAS

Allan César Dias um chiquitito apaixonado por literatura

Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo

Aos 11 anos de idade, Allan César Dias ganha destaque como ator em sua primeira novela. Ao entrar para a terceira fase de "Chiquititas", em agosto pelo SBT, como Neco, ele chamou a atenção pela boa interpretação e seu lado cômico. Irreverente, costuma divertir a turma nos bastidores da Telefe, em Buenos Aires, onde é gravada a história dos órfãos do Lar Raio de Luz.

Mas na hora de interpretar o personagem, o garoto leva a sério o trabalho. Seu personagem é um menino briguento, comilão, e que odeia tomar banho. "Além de tudo ele é burro", completa o ator. Um amor vai mexer com o coraçãozinho de Neco. E, ninguém menos complicada que Lúcia (Marian Beluzzo), a neta da malvada Helena (Imara Reis), que vive escondida pela avó num quarto e será descoberta por Neco. "Vai ser mais amizade que namoro, já que ele vai ajudar muito a Lúcia, pois ela é cega. Meu personagem vai ensiná-la a andar e falar. Com meu carinho ela vai se desenvolver e com o tempo mostrará que sabe desenhar e tocar gaita, fazendo coisas inusitadas", conta Allan.

Allan já fez alguns comerciais de TV e também apresentou o quadro "As Crianças Curiosas", no programa do Raul Gil, em 1996, no qual entrevistou Claudinho e Bochecha, Alexandre Frota, Marcelinho Carioca e Beto Carrero. Hoje, ele diz que seu objetivo é investir na carreira de ator e sonha em ser um grande humorista, fazendo mais planos para o futuro. "Também, quero fazer faculdade e seguir outra carreira paralela, já que o trabalho do artista é inconstante. Pretendo abrir um negócio, mas não sei o quê ainda", diz bem- humorado.

Outra coisa que chama atenção no ator mirim é seu gosto por literatura, em especial pela vida de personalidades marcantes na história mundial. Ele conhece tudo sobre Che Guevara e atualmente está lendo a biografia de Martin Luther King. Quando está muito cansado, a mãe Maria José se encarrega de fazer a leitura para ele. A herança vem do avô materno, o jornalista José Teodoro Pereira, que trabalhou 20 anos no Jornal O Estado de S.Paulo.

"Desde criança tenho paixão pela leitura", diz, como se já fosse um adulto.

Na lista de pessoas que admira, Allan destaca o líder sindical Vicentinho e o político petista Lula. Seus ídolos são: Tom Cavalcante e Cacá Carvalho, que interpreta Jamanta em "Torre de Babel", além de Nelson Freitas e Gésio Amadeu, respectivamente o Dr. Fernando e o velho Chico, de "Chiquititas".

programação

Emissoras fazem a festa no Dia das Crianças

Emissoras querem deixar a criançada de bumbum colado no sofá

Fabiane Bernardi
Da Agência Estado

Nesta segunda-feira, 12 de outubro, Dia da Criança, as emissoras de televisão querem deixar a criançada de bumbum colado no sofá, graças à programação especial dedicada aos pequenos telespectadores. Um dos destaques é a estréia da apresentadora Eliana (ex-SBT) na Record. Seu novo programa "Eliana & Alegria" vai ao ar às 8 horas, trazendo antigos e novos personagens, que ajudarão Eliana a comandar vários quadros, brincadeiras, além de trazer desenhos inéditos e muitas surpresas. Na Rede Globo, a atração, da 13ª edição do "Criança Esperança", ontem, às 20h30. Entre os convidados as duplas sertanejas Zezé di Camargo e Luciano, Chitãozinho e Xororó, grupo Molejo, Roberto Carlos, e Xuxa, em sua primeira apresentação depois do parto de Sasha. A Rede Cultura também começa a festa cedo, às 8h30, com a "Turma da Cultura" relembrando sua carreira e respondendo às perguntas do público. Luciano Amaral e Cinthya Rachel falam sobre os primeiros comerciais que participaram e mostram cenas dos programas em que estiveram, como "Mundo da Lua", "Castelo Rá Tim Bum" e "O Professor". Às 10h30, o programa recebe os músicos Paulo Tatit e Sandra Peres, especializados em músicas infantis. Eles apresentam, ao vivo, canções do novo CD, "Cantigas de Roda". Mas é às 14h30 que está marcado o encontro dos apresentadores do "X- Tudo" com as galinhas e o cavalo Alípio do "Cocoricó". Ao vivo, do estúdio da "Turma da Cultura" eles prometem fazer muita festa no Dia das Crianças, recebendo também o músico Hélio Ziskind, que tocará canções que fizeram parte de vários programas da TV Cultura. A programação inclui também os seriados favoritos da garotada, como "Castelo Rá Tim Bum", "A Família Twist" e "Wishbone", além das estréias das produções inglesas "Selva dos Montes" (série de animação com bonecos em que as histórias acontecem durante as quatro estações do ano) e o desenho animado "O Melhor de Richard Scarry", baseado na obra do escritor Richard Scarry. E para quem disse que criança não sabe falar sério, a "Turma da Cultura" prova o contrário e encerra seu programa, às 18 horas, com um especial sobre o problema do trabalho infantil. Entre os convidados para o debate está Caio Magri, da Fundação Abrinq. Ainda na Cultura, um documentário sobre o grande escritor Monteiro Lobato, que imortalizou tantos personagens e histórias em milhares de crianças. Às 19h30, a emissora faz uma homenagem ao público jovem e exibe "Monteiro Lobato: Furacão na Botocúndia". A obra foi produzida pela Videoimagem e é resultado do "Projeto Memória" uma iniciativa da Fundação Banco do Brasil e da Odebrecht, que a cada ano celebra uma personagem da cultura brasileira ou um fato marcante da história do País. O vídeo tem direção de Roberto Elisabetsky e roteiro de José Roberto Torero.

TV PAGA

Os canais de tv a cabo também não ficaram fora da festa do Dia das Crianças. O Futura estréia a série "As Trigêmeas" (às 6, 9 e 13 horas), um divertido desenho animado que mostra as aventuras de três garotinhas que sempre vão parar dentro de um conto infantil. Já o Cartoon Network, especializado em desenhos, destaca as novas aventuras de "O Laboratório de Dexter", às 20 horas, e "Johnny Bravo", às 21 horas. O Discovery Kids apresenta, a partir das 9 horas, 24 episódios da série "Arte Mania", sendo 20 deles inéditos. Com eles, as crianças podem aprender a fazer trabalhos manuais, como pintura, desenho, dobradura e colagem. O MGM Gold Brasil estréia três programas infantis: "Barney e Seus Amigos", "Os Ursos Berenstain", e "A Pantera Cor-de-Rosa". Já a Fox Kids apostou nas "Histórias de Arrepiar", que serão exibidas pelo canal até o final deste mês. Para quem gosta de um filme, a HBO traz o sucesso "Space Jam - O Jogo do Século", às 14h30, com Michael Jordan, o astro do basquete americano. Na história, alienígenas chegam à Terra querendo levar a Turma do Pernalonga para seu planeta, que propõe um jogo de basquete para decidir a questão. O que eles não contavam, é com o time dos extraterrestres formados pelos melhores jogadores da NBA. A única pessoa que pode tirar os divertidos personagens dessa enrascada é o craque Michael Jordan. Mas se a preferência for um musical infantil, a dica é se ligar à Directv e assistir ao show da dupla Sandy & Júnior, às 16 horas. Com apenas 14 e 13 anos de idade, respectivamente, os irmãos Sandy e Júnior já somam mais de 650 mil cópias vendidas, de seus sete álbuns da carreira. O último, "Sonho Azul", marca uma nova fase da dupla, mostrando mais maturidade nos arranjos vocais, estilo, e maior participação dos dois na escolha do repertório e produção artística. Com a direção dos pais Noeli Lima e Xororó (parceiro de Chitãozinho), o show conta com a participação de um balé infantil e diversos músicos. Entre os sucessos estão "O Pica Pau", "Vai Ter Que Rebolar", "O Universo Precisa de Vocês/Power Rangers", além das músicas do novo álbum, como "Beijo É Bom" e "Little Cowboy". (colaborou Vera Moraes, da Agência Estado).

PERSONAGEM

Glória Portella fica viúva pela segunda vez

Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo

Depois de ter ficado viúva em "Chiquititas", pelo SBT, Glória Portella interpreta outra viúva em "Brida", desta vez, com tom sensual e humorístico. Sua personagem, Helena, entra na trama da TV Manchete nesta segunda-feira, dia 12 de outubro. "Ela será uma viúva engraçada e um pouco recatada. Tem um "fogo" interno muito grande, mas não assume isso. Se sente atraída, mas não dá vazão a essa sensualidade. O perfil é de uma viúva gostosona com uma sensualidade sutil, pendendo mais para o lado cômico", conta a atriz.

Helena é jovem e acaba de perder o marido. Desesperada, ela procura o mestre Edi (Victor Wagner) para uma consulta de tarô. Passa então, a freqüentar a "casa da felicidade", mas resistirá às cantadas do mestre e não irá para cama com ele. Essa foi uma das exigências da atriz quando convidada pelo diretor Walter Avacini a participar da novela. "Não acho legal fazer cenas apelativas, conduzindo uma nudez de graça, sem estar de acordo com o personagem", explica.

Edi vai aconselhar Helena para que ela se entregue a outro homem, livrando-se da assombração do antigo marido. Será a maneira do mestre tê-la, já que conquistou todas as mulheres que se consultaram com ele. "O interessante é essa diferença da Helena não se entregar. Fica mais engraçado ela não ir para cama com o Edi. Quando ele começa a tirar a roupa, ela fica histérica. Há um certo conflito nessa viúva recatada", conta a atriz.

DE ATRIZ A ROTEIRISTA

A passagem da atriz na novela é "relâmpago", pois seu contrato é de um mês e meio. Talvez o papel até cresça, mas se isso não ocorrer, Glória não vai achar ruim, pois quer tempo para sua nova carreira de roteirista. "Estou escrevendo um projeto de um roteiro para fora do Brasil", revela a atriz que ama cinema. Ela prefere guardar segredos quanto ao novo longa-metragem, no qual atuará como assistente de direção. Glória só adianta que o filme é de um grande produtor e roteirista italiano, que já escreveu 70 roteiros de sucesso na Europa, onde produziu 50 filmes.

Por interpretar sua segunda viúva, seqüencialmente em novelas, a atriz diz que nem de longe tem medo de tornar-se um estereótipo. Em "Chiquititas", no SBT, ela viveu a sofisticada Cláudia Ferashi, que ficou viúva quando perdeu o marido Alfredo Ferashi (Dino Moreno) num acidente. A personagem mudou de país, e saiu da história. Desta vez, Glória não sabe qual será o rumo que Helena tomará.

Conhecida como a garota Mappin, empresa para a qual fez várias propagandas, Glória tem algumas novelas em seu currículo. Participou de "Quatro por Quatro", "Vira-Lata" e do episódio "O Desfalque", de "Você Decide", na Rede Globo; além de "Xica da Silva", na Manchete e "Idade da Loba", na Bandeirantes.

Antes dessa carioca de 28 anos subir aos palcos e aparecer no vídeo, ela tentou o curso de Psicologia na Faculdade de Artes da Cidade, com Bia Lessa, no Rio de Janeiro, e parou no segundo ano. Completou seus estudos de dramaturgia na "Lee Strasberg", em Nova York, em 1996, a mesma escola onde Marylin Monroe estudou. Por lá, atuou na peça "Sace Dividet", durante três meses. "Foi uma experiência maravilhosa", lembra. A atriz fez ainda vários cursos, entre eles, de vídeo, câmera e cinema. Sua primeira peça no Brasil foi "Sosuassuma", onde viveu papéis duplos. No cinema, teve pequena participação no filme "Farol".

PERFIL

Maria Paula e seus dedos de ouro

Sílvia Herrera
Da Agência Estado

Nem só de "Casseta & Planeta" vive Maria Paula, a única representante feminina na turma mais irreverente da televisão também investe numa clínica de massoterapia corporal no Rio, com ênfase nas técnicas chinesas. "Antes de abrir a Tao Academia de Saúde, estudei durante um ano no Instituto de Acupuntura do Rio de Janeiro", frisa Maria Paula, que três vezes por semana alivia as tensões de seus clientes com seus dedos de ouro.

Segundo ela, não rola nenhum tipo de tietagem. "A razão pela qual as pessoas vão lá e também o próprio local inibem qualquer iniciativa neste sentido", comenta. A atriz tem mais três sócias que se revezam nas massagens. "São para todo o tipo de problema, como também para prevenção, anti-estresse, e para doenças específicas até de órgãos internos", explica animada. "Bussunda já experimentou a massagem anti-estresse e gostou muito", argumenta.

Este interesse de Maria Paula em fazer o bem às pessoas não é novo. "Sempre gostei de cuidar das pessoas. No passado estudei psicologia e até trabalhei um pouco como terapeuta. Depois comecei a estudar medicina chinesa, que na minha opinião é muito mais avançada e natural do que a alopatia", comenta. Para ela, a melhor recompensava para quem presta este tipo de serviço é receber um sorriso do paciente no término da sessão. "É muito legal. O retorno é imediato, o semblante da pessoa melhora muito depois que a dor passa e ela se sente relaxada", salienta. A atriz e terapeuta corporal aproveita para deixar o fone da Tao Academia da Saúde (021) 549.21771.

Mas os fãs de Maria Paula podem ficar tranqüilos, ela não pensa em hipótese nenhuma abandonar a turma de "Casseta & Planeta". "Fazer o "Casseta" é maravilhoso. É um programa com humor inteligente, político. Falamos de novelas, quem é notícia. Temos a oportunidade de se meter em tudo", frisa. Maria Paula não interfere nos textos do programa, mas começa a se divertir assim que o script chega. "Fico lendo e rindo muito imaginando as cenas, é bárbaro. É muito legal também poder interpretar personalidades. Houve uma vez que fiz a Engroçadinha, uma paródia da personagem Engraçadinha vivida por Cláudia Raia. Para minha surpresa, no dia seguinte a Cláudia ligou para elogiar meu trabalho", lembra.

A atriz paulista não sente saudades dos tempos de VJ na MTV, onde começou sua carreira no final dos anos 80. "Trabalhar na Casseta é tão bom que não dá para sentir saudades de nenhum outro trabalho", dispara. Depois de sua experiência como VJ, teve uma rápida carreira de modelo e logo a Rede Globo a contratou. Apresentou o extinto "Radical Chic" e depois já foi seqüestrada para a turma do "Casseta e Planeta", onde está há quatro anos. Atualmente, além da clínica e da TV, Maria Paula pode ser vista no teatro. Está no elenco da nova peça de Hamilton Vaz Pereira, "Omelete", na qual se apresenta de quarta a domingo no teatro Laura Alvim, em Ipanema.

NOVELA/FIM

Surpresas no final de "Fascinação"

Mera Teixeira
Da Agência Estado-São Paulo

A novela "Fascinação", do SBT, acaba no final deste mês, com muitas surpresas. O autor Walcyr Carrasco deu alguns destinos inesperados aos seus personagens. Para uma novela programada às pressas para ir ao ar, até que a média de 16 pontos no Ibope, alcançados nas últimas semanas é considerada um bom resultado. A trama também marcou uma inovação no gênero: o elenco foi praticamente formado por atores desconhecidos.

Carrasco tem uma explicação para o êxito. "Fascinação faz sucesso porque tem uma história forte e coerente, dentro daquilo que se propôs ser. Tivemos a sorte de acertar no elenco, muito adequado para os papéis". Jacques Lagoa, que dividiu a direção com Henrique Martins, tem a mesma opinião: "Fica provado que não precisamos de grandes estrelas. Basta o elenco ter talento e ser bem dirigido".

O sofrimento da menina pobre Ana Clara (Regiane Alves) que se apaixonou pelo garoto rico, Carlos Eduardo (Marcos Damigo), terá um final feliz. Eles se reconciliarão e acabarão juntos, depois de tantas injustiças. Segundo Carrasco, Clara encontrará o filho e haverá um processo para saber com qual família a criança ficará.

A grande surpresa promete ser o casamento de Querobina (Lia de Aguiar). "Eu quis escrever esta cena porque as pessoas têm o direito de sonhar, mesmo na terceira idade. Querobina casará com um personagem que ainda vai surgir dentro da novela", promete Carrasco. Para ele, autor de sucessos como a peça "Êxtase" e "Xica da Silva", da TV Manchete, escrever uma novela de época como "Fascinação" foi um grande prazer. "Tive total liberdade para escrever. O SBT deixou que eu fizesse o que eu queria e, por isso deu tão certo", comemora.

O contrato do autor com a emissora só acaba em 1999. Portanto, ele deve produzir "Segredo", que foi adiada com a promessa de estrear "Pérola Negra" no lugar. Carrasco deu um tempo no texto e confessa estar tranqüilo, pois prefere fazê-lo com mais calma. "É bom esperar um pouco mais para amadurecer a história. Seria exaustivo escrever uma novela atrás da outra. Acho que estrear "Pérola Negra" é uma opção lógica", diz.

"Segredo" contará a história de um contrato de casamento, que a princípio é apenas por interesse financeiro, sem contar que o playboy passa a amar sua companheira. Enquanto espera as ordens de Sílvio Santos para dar continuidade à nova novela, o jornalista prepara seu livro sobre drogas entre os adolescentes, "Vida de Droga", que será lançado ainda este ano pela Editora Ática.

AFASTAMENTO

Quem não gostou da extinção do departamento de teledramaturgia do SBT foi Jacques Lagoa, que ainda dirige todos os episódios do Teleteatro, que vão ar, às terças-feiras. "Acho uma lástima o Sílvio Santos encurtar a novela e acabar com o departamento, principalmente agora que os índices subiram, inclusive no Teleteatro, que está dando 14 e 15 pontos. É um absurdo", desabafa.

O diretor e ex-ator está negociando sua mudança para outra emissora, que por enquanto prefere não revelar. Henrique Martins, seu parceiro em "Fascinação", já se mudou para a Bandeirantes, e está na equipe de Nilton Travesso.

SERRAS AZUIS

Casamento desafia a maldição do Barão de Serras Azuis

Da Agência Estado

O amor desafiou a antiga maldição em "Serras Azuis", às 17h45, pela Bandeirantes. Sob a direção de Nilton Travesso, ocorre na nesta segunda-feria, dia 12, o tão esperado, e porque não indesejado, casamento que unirá as famílias Roldão e Paiva, por meio de Lígia (Adriana Londoño) e Gaius (Petrônio Gontijo). Nem mesmo a maldição lançada pelo Barão de Serras Azuis sobre aqueles que tentassem unir as duas famílias foi suficiente para separar os dois jovens. Quando era chefe supremo da cidade, o Barão tentou consolidar o poder das duas famílias pela união de seus descendentes, mas um mal entendido provocou uma grande tragédia que mudou para sempre a vida da pequena cidade de Serras Azuis. A família Roldão, acreditou que a emboscada armada para cima de um de seus filhos, que morreu com um tiro no peito, foi planejada pelos Paiva. Cheios de ódios, os Roldão invadiram a casa dos Paiva a fim de matar todos que encontrassem pela frente. Defendendo-se do ataque, os Paiva partiram para cima dos Roldão, promovendo uma matança generalizada. Os únicos sobreviventes do conflito foram, de um lado, a pequena Lígia das Graças, de três anos, e seu pai, Ignácio (Leonardo Villar); e do outro, Gaius Gutemberg Roldão, e sua tia Simíramis (Joana Fomm). Antes de morrer, o Barão de Serras Azuis, ainda agonizando, murmurou o que muitos entenderam como uma maldição: "O sangue dos Roldão e Paiva não pode ser misturado...senão jorra!" E por causa do passado, Lígia e Gaius foram criados longe um outro, a fim de que o ódio das famílias não renascesse. Mas de nada adiantou estudos no exterior ou viagens prolongadas, pois quando os dois se reencontraram, vinte anos depois, a paixão deu lugar ao ódio. Cientes de que teriam que enfrentar muitas armações na tentativa de separá-los, finalmente eles sobem ao altar. Lígia entra sozinha na igreja, e chora ao ver apenas os padrinhos ao lado de Gaius no altar. Mas o que ela não sabe, é que seu pai Ignácio está escondido na igreja, e assisti a tudo muito emocionado. Depois que Lígia e Gaius trocam as alianças, os amigos Rose (Cláudia Provedel), Efigênio (Rubens Caribé), Branca Bela (Mariana Lima), Gross (Gianfrancesco Guarnieri), Faria (John Hebert), Walter (Eriberto Leão) e Queiróz (Cláudio Mamberti) comemoram e brindam o casamento. Sem que ninguém perceba, o casal sai de fininho da festa, e partem juntos para uma cabana afastada da cidade, local escolhido para a lua-de-mel. Entre beijos e abraços, bilhetes e declarações de amor, Lígia e Gaius provam que o amor pode apagar o sangue derramado por suas famílias no passado.

NOVELA

Eri Johnson vive um malandro brasileiro em "Pecado Capital"

Ele é um "Bon Vivant", e vive cercado de mulheres bonitas, quase sempre conseguidas às custas das muitas mentiras que conta

Bebel Nepomuceno
Da Agência Estado - Rio

O ator Eri Johnson está de volta à TV com um tipo faceiro que tem tudo para fazer sucesso. Na nova novela das 17 horas da TV Globo, "Pecado Capital", que estreou na última segunda-feira, ele é Clóvis Tenório, o "Tenorinho", um suburbano envergonhado de sua origem, que usa lentes de contatos azuis e troca o nome para Marcelo quando está entre seus amigos da Zona Sul. O personagem, que não existia na primeira versão de Janete Clair, foi um dos novos tipos criados pela escritora Glória Perez, que assina este remake. Com Tenorinho não tem aperto. Ele sempre descobre uma saída mirabolante para as diversas situações em que se mete. "Bon Vivant", vive cercado de mulheres bonitas, quase sempre conseguidas às custas das muitas mentiras que conta.

Em seus pouco mais de dez anos de carreira, Eri Johnson acumula uma série de personagens que variam do exótico, como o gótico Reginaldo da novela "De Corpo e Alma", ao espertalhão Giácomo Madureira de "Sonho Meu", todos com muita empatia junto ao público. Carioca da Tijuca, salgueirense de coração e vascaíno doente, ele, assim como "Tenorinho" é um amante de futevôlei e de praia, e está sempre de bem com a vida. Eri diz que se identifica com Tenorinho e, que por isso, teve cuidado redobrado ao compor o tipo, evitando emprestar a ele muito de sua personalidade. Enquanto aguarda "Tenorinho" emplacar no vídeo, o ator se prepara para voltar aos palcos do teatro com a comédia "Silêncio no Estúdio".

AE - Seus personagens costumam ter grande empatia com o público. Você está apostando em "Tenorinho"?

Eri Johnson - Eu estou com uma expectativa enorme em relação ao personagem. Ele é um tipo fascinante e acredito que vá se tornar um sucesso. Aposto tudo nele.

AE - O personagem não existia na versão original de "Pecado Capital". Você chegou a ver a novela naquela época?

Eri - Não, não vi. Estou com 36 anos, portanto, em 1975, quando a novela foi exibida, eu tinha 13 anos. Naquela época não era ligado em televisão e muito menos em novelas.

AE - O "Tenorinho" pode ser definido como o típico malandro carioca?

Eri - Não, ele é muito mais do que isso. Ele é o típico malandro brasileiro, aquele do famoso jeitinho, que sempre se dá bem, independentemente das situações em que se envolve. Eu diria, na verdade, que ele é um ingênuo, que tenta se dar bem em troca de muito pouco.

AE - Como o personagem, você é um amante do futevôlei e de praia. Até onde vai sua identificação com "Tenorinho"?

Eri - Ele, assim como eu, é alegre, de bem com a vida, gosta de farra. Por outro lado, tem vergonha de suas origens suburbanas e vive de uma mentira, o que eu jamais faria. Ele telefona do orelhão para os seus amigos da Zona Sul, mas não assume essa condição. Quando há muito ruído, prefere dizer que está havendo interferência em seu celular. Se a fila do telefone está grande, alega que a bateria está descarregando... Existem inúmeras pessoas como ele no mundo, que acabam acreditando na mentira que criaram e a levam a sério, como se fosse a realidade. Apesar de tudo, ele é um personagem cativante. Sinto isso pela reação do público quando gravamos externas.

AE - Este não é o primeiro personagem do tipo malandro que você interpreta. Foi difícil compo-lo?

Eri - Ele é um pouco parecido comigo e por isso foi mais difícil trabalhar o personagem. Nesses casos tende-se a ficar mais detalhista. Teria sido muito fácil fazer o Eri Johnson jogador de praia, alegre, mas o Tenorinho é mais do que isso. Estou sempre tendo um cuidado redobrado para não emprestar ao personagem mais da minha personalidade do que devo. O "Tenorinho" é um ingênuo, bem diferente do Giácomo Madureira de "Sonho Meu", que era um cara extremamente inteligente e oportunista, e sabia bem o que queria.

AE - Fora da TV você tem algum outro trabalho em vista?

Eri - Desde a peça "Aluga-se um Namorado" estou afastado do teatro. Agora me preparo para voltar aos palcos com a comédia "Silêncio no Estúdio". E tudo o que posso adiantar dela é que ficará em cartaz no Teatro Vanucci.