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Cuiabá MT, Quarta-feira, 28 de Outubro de 2020
AMBIENTE
Segunda-feira, 28 de Setembro de 2020, 15h:25

PANTANAL EM CHAMAS

Fogo atinge lado brasileiro da Serra do Amolar e pode chegar à Bolívia

A preocupação é com a população ribeirinha das comunidades tradicionais, ao longo do Rio Paraguai

YURI RAMIRES
Estadão Conteúdo - São Paulo
Divulgação
As chamas já devastaram 10 mil hectares de vegetação nativa do Pantanal em MS e MT
Brigadistas correm contra o tempo para impedir que o fogo que atinge o lado brasileiro da Serra do Amolar - região do Pantanal entre Cáceres (MT) e Corumbá (MS) - chegue até o chaco boliviano, ao longo do Rio Paraguai.
 
Duas aeronaves e ao menos 35 pessoas atuam no combate às chamas, que já devastaram 10 mil hectares de vegetação nativa do local. O fogo pode atingir ainda três reservas naturais.

Conforme Letícia Lacher, coordenadora no Instituto Homem Pantaneiro (IHP), que está atuando no local em conjunto com outras instituições, o fogo, que começou na sexta-feira (25), está avançando em duas direções.

"Na direção Sul, o fogo avança para a área da Fazenda Tereza e do Porto São Pedro, atravessando o rio. Essas duas já sofrem com os incêndios. Ao Norte, sentido Baía do Taquaral, é onde está concentrada a maior parte do combate", explicou.

O foco dos brigadistas que atuam na área da Baía do Taquaral é impedir, também, que o fogo atravesse para o lado da Bolívia, onde segundo Letícia, há uma área de proteção de 2 mil hectares do chaco.
 
A partir desta segunda-feira (28), duas aeronaves vão auxiliar nos trabalhos com o lançamento de água.

"Temos equipes dos Bombeiros de MT, MS, Paraná, brigadistas voluntários e contratados, empenhados no combate do fogo. No domingo, um avião agrícola passou a auxiliar com água. Agora, o Governo do Estado de Mato Grosso do Sul está disponibilizando aeronaves grandes para atuarem em conjunto", contou.

RISCOS - O fogo se concentra nas comunidades de Barra do São Lourenço, Comunidade Amolar, Comunidade Paraguai-Mirim e Comunidade do Castelo. Mas, apesar disso, nenhuma casa foi atingida.

Letícia explicou que, desde o começo da ação na região, a preocupação foi com a população ribeirinha das comunidades tradicionais ao longo do Rio Paraguai. Apesar da exposição, elas não foram atingidas.
 
"Estão todos a salvo. O primeiro combate foi isolar a área e proteger as casas", disse.

Caso o fogo não seja controlado, nos próximos dias, há risco de que áreas de Reserva Particular Patrimônio Natural (RPPNs), sendo elas, Penha, Acurizal e Rumo Oeste, sejam atingidas.
 
Há focos de incêndio ainda no Parque Nacional do Pantanal, em Mato Grosso, que colocam em risco essas reservas.

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