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Terça-feira, 19 de Janeiro de 2021, 17h:55

CLIMA/SAFRA

"MT terá redução no volume de chuvas”, afirma especialista

A previsão é feita por similaridade, com base no modelo de laboratório da Universidade de Princeton, nos EUA

MARIANNA PERES
Da Reportagem

Nos meses de abril, maio e junho de 2021, as regiões mato-grossense terão redução de 30 a 90 milímetros (mm) no volume de chuva.

A opinião é do professor PhD em Meteorologia pela Universidade de Wisconsin (USA), Luiz Carlos Molion, e foi apresentada durante live promovida pela Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja), por meio do Projeto AproClima.

A previsão é feita por similaridade, com base no modelo do Laboratório Geofísico de Dinâmica de Fluidos (LGDF), da Universidade de Princeton os Estados Unidos.

O método consiste na análise da performance climática de acordo com os anos. Neste caso, o especialista fez a comparação deste ano com o ano de 2005.

No gráfico, ele mostrou que nos meses de abril, maio e junho do ano de 2005, as regiões mato-grossenses apresentaram uma redução significativa no volume de chuva.

Com base nisso, a previsão para este ano é de que Alta Floresta apresente um volume total acumulado de 190 mm, o que representa 32% abaixo da média, Canarana aparece com 90 mm (-36%), Cáceres pode ter 75 mm (-46%), Diamantino tem 105 mm (-47%) e, por fim, Cuiabá que deve apresentar 95 mm de acumulado, ocasionando um déficit de 50%.

“Apesar da redução neste trimestre do ano, a safra será boa para os produtores de soja e milho de Mato Grosso, isso porque as chuvas estarão bem distribuídas em todas as regiões”, ressaltou o especialista, destacando a região a sul, como a mais comprometida, com chuvas 30% abaixo da média.

HEMISFÉRIO NORTE - Molion falou ainda sobre a situação climática no Hemisfério Norte que, desde a metade de outubro, tem enfrentado intensas frentes frias.

“Esse fenômeno pode ocasionar invernos mais rigorosos nos Estados Unidos e, consequentemente, a perda da janela do plantio da soja e do milho, ocasionando uma quebra na safra 2021”, explicou o meteorologista. 

Diante dessa perspectiva, a dica do especialista é para que os produtores que ainda não negociaram a safra de 2022, esperem. “Os preços da soja e do milho devem subir no mercado internacional”, finalizou.

Presidente da Aprosoja Mato Grosso, Fernando Cadore falou que a iniciativa da entidade tem como objetivo fomentar o projeto AproClima e auxiliar os produtores rurais nas tomadas de decisão durante a colheita de soja e plantio do milho.

“A partir de agora, vamos criar o hábito de promover essas palestras todo início de plantio e colheita para que o produtor possa ficar atento e não ser pego tão desprevenidamente com relação às questões climáticas”, disse o presidente.


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