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Cuiabá MT, Quarta-feira, 21 de Abril de 2021
AGRONEGÓCIOS
Terça-feira, 23 de Fevereiro de 2021, 13h:14

DA PORTEIRA PARA DENTRO

MT deve registrar novo recorde no Valor Básico da Produção 2021

Em 2020, faturamento nas propriedades foi de R$ 153 bi; neste ano, previsão é de R$ 176 bi

MARIANNA PERES
Da Reportagem
Reprodução
O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano

O Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP), ou a receita gerada da porteira para dentro das propriedades, de Mato Grosso, está estimado em R$ 171,69 bilhões, cifras 11,76% acima do registrado em 2020.

Se a projeção se confirmar, a agropecuária estadual terá novo recorde de faturamento e será o número 1 do ranking nacional pelo quarto ano seguido.

No ano passado, o faturamento nas propriedades mato-grossenses foi de R$ 153,54 bilhões.

O VBP mostra a evolução do desempenho das lavouras e da pecuária ao longo do ano e corresponde ao faturamento bruto dentro do estabelecimento.

Calculado com base na produção da safra agrícola e da pecuária e nos preços recebidos pelos produtores nas principais praças do país, dos 26 maiores produtos agropecuários do Brasil.

Os dados são do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

Dos mais de R$ 171 bilhões, R$ 140,24 bilhões virão apenas da agricultura e o restante, R$ 31,44 bilhões, de segmentos da pecuária.

Das quatro atividades mais rentáveis das lavouras para o Estado, apenas uma, a cana-de-açúcar, tem previsão de perdas em relação ao ano passado.

Algodão, milho e soja devem ampliar os recordes de faturamento nesse ano.

Na pecuária, das cinco, apenas suínos e produção de ovos têm projeções de ganhos inferiores ao registrado em 2020.

Boi, frango e leite devem ter um ano positivo. Considerando as lavouras, o maior faturamento virá da soja que passa de R$ 75,70 bilhões para R$ 86,18 bilhões em 2021, superando seu próprio recorde.

Em seguida está o milho com estimado faturamento de R$ 33,38 bilhões ante R$ 28,61 bilhões.

O algodão deve somar R$ 16,48 bilhões contra R$ 15,77 bilhões do ano passado. A cana, a última com estimativa de perdas, deve faturar R$ 1,96 bilhão ante R$ 2,31 bilhões em 2020.

Da pecuária, a receita segue sendo a da bovinocultura, projeção de R$ 25,07 bilhões, seguida pelas aves, R$ 3,02 bilhões.

Suínos aponta perdas e deve fechar 2021 com faturamento de R$ 1,63 bilhão.

A produção de ovos também deve ter queda, somando cifras de R$ 863,15 milhões nesse ano e a de leite, deve crescer e atingir R$ 840,49 milhões.

Com as projeções, Mato Grosso deverá participar com mais de 17% do faturamento estimado ao País nesse ano.

Entre os cinco maiores VBP´s do Brasil, estão: Mato Grosso, R$ 171,69 bilhões, Paraná, R$ 137,32 bilhões, São Paulo, R$ 114,62 bilhões, Rio Grande do Sul, R$ 105,97 bilhões e Minas Gerais, R$ 100,61 bilhões.

SALDO - O País deve atingir faturamento histórico e chegar a R$ 1 trilhão para neste ano de 2021.

Houve um acréscimo real de 11,8% em relação ao ano passado (R$ 896,7 bilhões). 

As lavouras projetam valores de R$ 688,4 bilhões e a pecuária de R$ 314,5 bilhões. O acréscimo em relação ao ano de 2020 foi de 15,2% nas lavouras e 5,1% na pecuária.

Os dados incluem as estatísticas atualizadas de janeiro deste ano.

"Dois fatores são decisivos para este resultado: preços agrícolas favoráveis para grande parte dos produtos e boas previsões para a safra deste ano", analisa José Garcia Gasques, coordenador da pesquisa do VBP e coordenador geral de avaliação de Políticas e Informação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

Os cinco produtos que lideram o VBP são soja, milho, cana-de-açúcar e algodão, que representam 83,3% do VBP das lavouras.

Os resultados regionais mostram impactos positivos do VBP.

"Tomando alguns estados, onde a soja é o produto mais relevante, nota-se que em Mato Grosso, essa cultura representa 61,5% do VBP das lavouras, no Paraná 58%, e no Rio Grande do Sul, 64%. Na região do Matopiba, que compreende o bioma Cerrado dos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, a soja representa 43,4% do faturamento da região" explica Gasques.


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